REMUNERAÇÃO EXECUTIVA E SUSTENTABILIDADE: UMA ANÁLISE CONTINGENCIAL COM BASE NO CICLO DE VIDA
ORGANIZACIONAL
Nome: LUAN GOMES ROCHA
Data de publicação: 13/02/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DIANE ROSSI MAXIMIANO REINA | Presidente |
| LUIZ CLAUDIO LOUZADA | Examinador Interno |
| SIRLEI LEMES | Examinador Externo |
Resumo: A remuneração executiva tem sido apontada como um importante instrumento para alinhar
os interesses dos gestores às metas de sustentabilidade corporativa. No entanto, a efetividade
desse mecanismo pode ser afetada pelo estágio do ciclo de vida organizacional em que as
empresas se encontram. Assim, esta pesquisa teve como objetivo testar a associação da
remuneração executiva com o desempenho ESG (Environmental, Social and Governance),
considerando as especificidades de cada estágio do ciclo de vida organizacional. A amostra
compreendeu 9.674 observações de 2.094 empresas pertencentes aos países integrantes do
BRICS. O estudo caracteriza-se como quantitativo, com dados analisados por meio de
modelo de regressão OLS com erros-padrão robustos e clusterizados por setor. Os resultados
indicaram que a remuneração executiva exerce associação positiva sobre o desempenho ESG,
ainda que com intensidade distinta entre os estágios do ciclo de vida. Essa associação se
mostrou mais acentuada no estágio de maturidade e menos intensa nas fases de introdução e
declínio. Entre os pilares do ESG, o pilar social apresentou maior sensibilidade à
remuneração executiva. Os resultados fortalecem a compreensão teórica e prática da relação
entre remuneração e sustentabilidade corporativa, fornecendo evidências úteis para políticas
empresariais mais alinhadas aos objetivos ESG.
