Presença Familiar Como Mecanismo de Governança Corporativa: uma Investigação da Qualidade das Informações Contábeis nas Empresas Listadas no Segmento Tradicional da Bm&fbovespa

Nome: FLAVIA FARDIN GRILLO
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/05/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Alfredo Sarlo Neto Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alfredo Sarlo Neto Orientador
Patrícia Maria Bortolon Examinador Interno
VICENTE ANTONIO DE CASTRO FERREIRA Examinador Externo

Resumo: Resumo da Dissertação: A presença familiar pode ser considerada um mecanismo de governança corporativa, uma vez que exerce o monitoramento dos gestores, reduz a assimetria informacional e também contribui para que as informações contábeis sejam de melhor qualidade para as empresas e seus usuários (WANG, 2006). Portanto, o presente trabalho teve como objetivo principal avaliar o efeito da presença familiar na qualidade da informação contábil das empresas brasileiras de capital aberto, com ações listadas no segmento tradicional da BM&FBOVESPA, isolando assim, o efeito de outras características de governança presentes nos demais segmentos. A análise do efeito da presença familiar foi considerada nos aspectos de propriedade, controle, gestão e conselho de administração. Foram abordadas quatro características: informatividade, relevância, tempestividade e conservadorismo, através da aplicação do modelo da informatividade dos lucros de Easton e Harris (1991), modelo de value relevance de Ohlson (1995), tempestividade conforme apresentado por Lopes (2009) e conservadorismo de acordo com Basu (1997). A amostra compreende as empresas listadas no segmento tradicional da BM&FBOVESPA no período de 2010 a 2013. Os resultados indicam que a propriedade familiar impacta negativamente na relevância da informação contábil e na informatividade do lucro. As empresas que possuem membros da família no conselho de administração ou no cargo de CEO apresentaram menor relevância do lucro e maior relevância do patrimônio líquido. A presença do fundador no cargo de CEO favoreceu à relevância do lucro contábil. Em relação a influência da presença familiar na tempestividade, verificou-se que a persistência dos lucros pode ser prejudicada com a presença familiar no controle e na presidência do conselho. Em contrapartida, a participação familiar na propriedade contribui para a persistência dos lucros, enquanto que a presença de membros da família no conselho de administração, assim como do fundador, colabora para que o mercado reconheça oportunamente os lucros. A presença de um familiar, que não seja o fundador, no cargo de CEO, impacta negativamente no reconhecimento da contemporaneidade dos lucros pelo mercado. No que tange ao conservadorismo condicional, nota-se que a participação familiar no controle contribui positivamente para que a empresa adote posturas conservadoras enquanto que a presença familiar na propriedade e no conselho de administração, impactam negativamente. Verificou-se também, que as empresas controladas pela família fundadora são menos conservadoras.

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