Estágios do ciclo de vida definidos com base nos fluxos de caixa como fator de risco no modelo de precificação de ativos

Nome: RENATO LOUREIRO FALLER
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/04/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Patrícia Maria Bortolon Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cláudio Márcio Pereira da Cunha Examinador Interno
FABIO YOSHIO SUGURI MOTOKI Examinador Externo
Patrícia Maria Bortolon Orientador

Resumo: Este estudo investiga a capacidade dos estágios do ciclo de vida das empresas em descrever o
retorno das ações, especificamente, combinado no modelo de três fatores de Fama e French. A
abordagem propõe o uso de um fator construído a partir dos estágios do ciclo de vida,
chamado de MMG – Maturity Minus Growth –, que é a diferença entre os retornos das
carteiras compostas por ações de empresas em maturidade e os retornos das carteiras
formadas por ações de empresas em crescimento, como uma alternativa ao HML – High
Minus Low –, devido a possíveis distorções decorrentes do book-to-market, a fim de testar se
há ganho na capacidade do modelo em capturar os retornos das ações. A amostra é composta
por empresas não financeiras listadas na BM&FBOVESPA no período de 2008 a 2016. Para a
classificação das empresas em estágios do ciclo de vida é empregado o método de Dickinson
(2011), em que são utilizadas combinações dos sinais dos fluxos de caixa para a determinação
do estágio em que a empresa se encontra. Na apuração do fator de mercado é utilizado como
benchmark o Ibovespa e assumida como taxa livre de risco a taxa nominal T-Bond, de
emissão do Tesouro dos Estados Unidos da América, mais o risco-país Brasil. Três modelos
de regressão são estimados: o primeiro é o modelo de três fatores em sua forma tradicional; o
segundo é um modelo de quatro fatores, em que há a adição do fator derivado do estágio do
ciclo de vida – chamado de MMG; e o terceiro é o modelo de três fatores modificado, em que
é feita a substituição do fator HML pelo fator construído a partir dos estágios do ciclo de vida.
Primeiramente as regressões são estimadas para o período de 05/2009 a 10/2011, num
procedimento in-sample. Os resultados desta abordagem indicam que o fator MMG está
positivamente relacionado aos retornos das ações do estudo. Em seguida é feita a análise outof-sample
para o período de 11/2011 a 04/2016, testando qual dos modelos fornece melhores
previsões para as carteiras. Na comparação das previsões em relação aos retornos efetivos é
utilizado o teste de Diebold e Mariano (1995) para verificar qual dos modelos apresenta
precisão na previsão estatisticamente superior aos demais. É observado que o primeiro e o
terceiro modelo apresentam desempenho equilibrado nas previsões de retornos. Além disso,
os resultados, tanto na abordagem in sample quanto na out-of-sample, indicam uma relação de
complementação entre os fatores HML e MMG. Isto é, o fator MMG funcionou bem para as
carteiras em que o HML não funcionou, e o contrário também se verificou.

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